O encontro de logo mais com os moradores de João
Galego, Fundo das Figueiras e Cabeça dos Tarafes pretende mostrar que
eles podem ganhar mais com uma tartaruga viva do que morta. Ou seja, a
missão é proteger a espécie em Cabo Verde, dando alternativas
económicas sustentáveis.
A Turtle Foundation vai apresentar o ecoturismo como
alternativa de rendimento económico, o que deve passar pelo
observatório das tartarugas marinhas, um programa de reutilização do
lixo, entre outros. “Os moradores podem ser guias turísticas. Os jovens
e adolescentes podem enveredar pelo artesanato, que pode dar algum
rendimento”, avança o representantes desta ONG.
No encontro desta noite também vai-se recolher
inscrições de voluntários para os acampamentos de preservação das
tartarugas marinhas, um trabalho que deve arrancar já neste mês de
Junho. Também enquadrado nas comemorações do Dia Mundial do Ambiente, a
Turtle Foundation vai fazer na próxima semana o reconhecimento das
praias tendo em conta que algumas tartarugas já começaram a dar à costa
da Boa Vista para a desova.
De referir ainda que no ano passado a matança das
tartarugas marinhas careta-careta diminuiu consideravelmente na ilha das
dunas, isso, quando comparado ao ano de 2008. Os programas intensivos
de preservação da espécie desencadeados pelas organizações locais de
protecção, e o envolvimento cada vez mais crescente dos boavistenses
nessa luta contra a tradição explicam esse "milagre" . “As pessoas estão
cada mais conscientes de que é preciso preservar as tartarugas. Hoje,
quem mata esta espécie é considerado um criminoso”, afirma o
representante da ONG Turtle Foundation.
FONTE:
http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article53458&ak=1